terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O despertar para a leitura

Desde pequeno sempre gostei muito de ler, esse gosto pela literatura surgiu como uma necessidade por respostas das indagações de mundo que eu fazia, e mesmo sem ter certeza absoluta, sabia que era no livro que iria encontrá-las. 
Meus pais nunca me disseram que eu tinha que ler isso ou aquilo, ou mesmo me presentearam com um livro  ou levaram-me a uma livraria. Não que eles não tenham sua contribuição para o meu aprendizado, pelo contrario, eu devo muito a eles, porém contribuiriam da sua maneira. 
Meu pai era um ex metalúrgico que sofrera um derrame cerebral afetando a mobilidade do lado esquerdo de seu corpo, deixando paralisado, por isso ficava o dia inteiro em casa. Não lembro de vê-lo lendo livros, mas gostava muito de jornais, principalmente esporte, lia tudo a respeito, era fanático pelo Corinthians.
Minha mãe, costureira, trabalhava em casa durante muitas horas por dia para ajudar no sustento da família, gostava muito de livros, lembro bem que em suas horas vagas os pegava e começava a leitura. Ela tinha vários e eu ficava, sempre,  muito curioso para saber o que tanto ela olhava para eles, muitas vezes com um sorriso na face. O que de tão interessante haveria ali?
Na época eu não sabia ler, mas não via a hora de aprender para poder desvendar os segredos daquelas  letras, minha imaginação viajava com as possibilidades que ali existiam.
Conforme fui aprendendo, comecei a distinguir os títulos das capas, que no inicio achei muito engraçado, pois os títulos tinham nomes de mulheres: Bianca, Sabrina, Júlia...
É verdade, minha mãe lia esses romances melosos, não que tenha preconceito, mas digamos que não seja a literatura que mais me atrai atualmente, mas eu cheguei a ler. Não sabia onde ela os comprava, mas lembro que tinha uma amiga e  sempre trocavam os que já tinham lido. 
Mesmo sem intenção minha mãe e meu pai conseguiram despertar em mim à vontade pela leitura, abrindo as portas da minha curiosidade, do meu desejo de conhecimento, isso sem nunca me obrigar a ler.
Hoje eu sou alucinado por livros, revistas ou qualquer outro tipo de leitura (menos romances melosos) e devo isso aos meus pais, que me mostraram por meio de atos, e não imposição, o prazer da leitura.
Imagem google

Um comentário:

  1. Lembro o titulo do primeiro livro que li, chamava-se A Mansão da Pedra Torta, lembro-me claramente do enredo do livro.
    Depois vieram outros, alguns não tão interessantes; outros tão interessantes quanto. Já li de tudo e confesso adorar os livros do Paulo Coelho, em especial "11 minutos"(toda mulher deveria ler) e Dan Brown, existe controvérsias quanto a qualidade da leitura, mas adoro, me faz pensar e analisar fatos e situações relatadas pelo autor.
    A leitura tem que prender o leitor; fazer com que viaje, imagine o personagem, crie um rosto, uma voz, enfim, fazer com que o leitor vivencie cada cena como se estivesse nela, caso contrario não vale a pena.
    Adoro suspense, aventura, livros científicos, mesmo que seja fantasioso demais, adorooo. Como vc não gosto de livros melosos,
    embora confesse já ter lido: Julia, Sabrina, Bianca..kkk, isso faz muito tempo eu juro, mas naquele momento valeu.
    A leitura me fez crescer, aprendi muita coisa. Em alguns momentos da minha vida foi minha libertação, em outros minha guia, tomava algumas lições que a vida dava ao personagem central e tentava fazer igual ou diferente, dependendo da conseqüência que o ato trazia, sei lá, o fato e que muitas vezes a leitura me salvou; não me pergunte do que, não entenderia, ninguém entenderia. Eu sei que muitas vezes foi preciso ler pra achar a solução. Complicado? Não pra quem tem o habito de ler e parar pra pensar no que esta lendo.

    ResponderExcluir