quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sou o assunto que conheço melhor (Frida Kahlo)

Frida Kahlo nasceu com o nome de Magdalena Carmen Frieda Kahlo Calderón em 6 de Julho de 1907, na Cidade do México, porém gostava de declarar-se filha da revolução ao dizer que havia nascido em 1910.


Sua vida foi marcada por grandes tragédias. Aos seis anos contrai poliomielite, o que a deixou com o pé direito ligeiramente deformado. A partir daí começa a usar calças para esconder a deformação e após, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas.

Aos 18 anos, um ônibus em que passeava chocou-se contra um bonde. Devido ao acidente, sofreu múltiplas fraturas, além de ter uma barra de ferro atravessando-a entre a bacia e a vagina. A pintora fez várias cirurgias e ficou muito tempo presa a uma cama. Foi nessa época que, por incentivo dos pais, Frida começa a pintar.

Em 1928 Kahlo ingressa no Partido Comunista Mexicano, onde conhece o muralista Diego Rivera com quem se casa em 1929. Sob a influência da obra do marido, empregou zonas de cor amplas e simples num estilo propositadamente reconhecido ingênuo.

Frida sempre pintou a si mesma: "Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor". Suas angústias, suas vivências, seus medos e principalmente seu amor pelo marido Rivera, foram temas sempre decorrentes em sua obra.

A sua vida com Rivera foi bastante tumultuada. Diego tinha muitas amantes e Frida compensava as traições do marido com amantes de ambos os sexos. Sua maior dor foi a impossibilidade de ter filhos (embora tenha engravidado mais de uma vez, as seqüelas do acidente a impossibilitou de levar uma gestação até o fim), o que ficou claro em muitas obras.

Seus quadros refletiam o momento pelo qual passava e, embora fossem bastante "fortes", a mesma não os considerava surrealistas: "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade".

A artista procurou afirmar a identidade nacional mexicana na sua arte, por isso adotava com muita freqüência temas do folclore e da arte popular do México.

Frida morreu em 1954 de embolia pulmonar após contrair uma pneumonia, porém no seu diário a última frase causa dúvidas: "Espero alegremente a saída - e espero nunca mais voltar - Frida". Talvez a pintora não suportasse mais.

Em 1955 Rivera legou a casa em que viveram à nação mexicana, e hoje abriga o museu Frida Kahlo, conservada em seu estado original contêm, além de obras da artista, peças de arte popular, vestidos tehuana, jóias que usava, cartas, livros e seu diário, que é sem dúvida seu legado mais íntimo.

Imagens do diário de Frida Kahlo
 
 

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