sexta-feira, 29 de abril de 2011

UOL Blog: indicação

Olá Seguidores,

Flávio recomenda a leitura da mensagem "Convite de Casamento", no endereço http://antonioprata.folha.blog.uol.com.br/arch2011-04-17_2011-04-23.html#2011_04-20_03_16_23-159487429-0.

Comentário:
Leiam esse texto, parece muito com a realidade vivida por mim há dois anos atrás.


UOL Blog
http://blog.uol.com.br/

quinta-feira, 28 de abril de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

Desilusões perdidas: Lembranças

Desilusões perdidas: Lembranças: "Cabelo raspado. Tinta escorrendo pela barba malfeita. Ônibus quebrado. Atrasos. Sono. Emissor, mensagem, receptor. E muitos ruídos. McLuh..."

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sonhos possíveis

Todos os dias era a mesma rotina, mesmo percurso para chegar ao trabalho. Pegar o ônibus as 7 da manhã, descer na rua próxima ao escritório. Pedia o café com leite de sempre -sem açúcar- e um pão na chapa. – É pra viagem, pergunta o balconista. É sim seu Pedro, como sempre.
A moça pega as coisas e caminha para o trabalho e nem olha para os lados. É uma pessoa que gosta de  rotina e não vê motivos para quebrá-la. Ela não percebe, mas tem alguém que a observa de longe.
Ele todo os dias a vê. Sempre apressada. Entra sempre no mesmo ônibus em que ela está, conhece seus horários. Sabe que ela estará sentada no canto da janela, na segunda fileira depois do cobrador e com certeza com um livro nas mãos.
Ele a olha, mas ela não repara -ou finge não reparar-repara nas mãos delicadas que está com um anel no dedo anelar, o cabelo quase sempre preso na forma de rabo de cavalo, a boca com um batom claro que não sabe distinguir a cor ao certo. Nas orelhas brincos pequenos que graciosamente combinam com o colar. Normalmente está vestida com roupas sociais que por sinal lhe caem muito bem ao corpo.
Há três meses ele a admira secretamente. Trabalham no mesmo prédio, tomam café na mesma lanchonete mas nunca teve coragem de aproximar-se dela. Ela é bonita demais, pensa ele. Com certeza me daria o fora.
Muitos foram os ensaios para tentar uma investida. Ficava de frente ao espelho e começava: Bom dia, posso te conhecer?..não não muito atirado. Olá bela dama...não, muito formal. Oi mina e ae? nossa essa é a pior.
Ele não sabe o que está acontecendo, pois nunca sentiu nada igual por ninguém, e não sabe porque tem tanto medo de tomar uma iniciativa, afinal já esteve com várias mulheres, não é nenhum inexperiente. Mas com ela é diferente, ele sente que não será como as outras com quem já se relacionou.
A situação está ficando cada vez mais complicada, já sonhou varias vezes com ela correspondendo o seu amor. Sonhava em tê-la nos braços, a beijava e sentia o seu perfume, porém sempre acordava com aquela sensação de aflição e perda.
Após mais uma noite de sonhos onde acabou acordando suando frio ele se decide, daquele dia não passaria. Enfrentaria seus medos e  receios e falaria com a garota, afinal o que pode acontecer. Um não ele já tinha.
Levantou animado, tomou um banho, passou perfume e vestiu-se. Sentia-se bonito, estava com a auto-estima elevada. Saiu em busca do amor.
O ônibus estava vindo e seu coração começa a acelerar. Vai ser agora. Entra na condução, passa pela catraca e a procura, mas não a vê. Ela não estava no lugar de sempre, ele olha em volta para ter certeza. Ela não está no ônibus, desce no ponto e caminha até a lanchonete, pergunta para o balconista se a viu, porém ele não a viu naquela manhã.
Bem não seria naquela manhã que iria se declarar mas exestiriam outros, Porém os dias se seguiram sem encontrá-la. Em sua cabeça muitas idéias: Talvez esteja de férias, ou mudou de horário no trabalho, Será que foi mandada embora?
Resolveu esperar uma semana, quinze dias, um mês. Não sabia mais o que fazer, os sonhos não cessavam, tinham até piorado. Estava aflito e nunca mais tivera noticias da mulher. Resolveu ir ao seu trabalho e como quem não quer perguntar sobre ela. Ele não tinha muitas informações, apenas o nome que havia conseguido com o balconista da lanchonete.Mas foi.
Entrou no elevador e apertou oitava andar, chegou na porta do escritório e logo foi atendido pela recepcionista.
- Por favor é aqui que trabalha a Isadora? Isadora responde a moça? Sim uma moça de pele clara, olhos negros. Sim moço, era aqui que ela trabalhava. Ela não trabalha mais? Sabia, deveria ter vindo aqui antes. Você sabe como eu faço para encontrá-la?
A mulher olhou para ele e ficou muda, não sabia o que falar, como falar. O senhor a conhecia? Sim, pegava ônibus todos os dias com ela, mas há cerca de um mês não a vi mais e resolvi procurá-la no trabalho.
Ela está em coma. Não entendi, responde ele. Isso mesmo, ela está internada em coma profundo.
Como assim? O que aconteceu?
Moço eu não posso dar mais detalhes, mais ela tentou se matar. Deu um tiro na própria cabeça e deixou um bilhete avisando a família que era muito triste e que não via razão para continuar vivendo.
Ele deixou-se cair na cadeira e olhava para a recepcionista sem acreditar que aquilo estava acontecendo. Ela era o amor da sua vida, ele tinha certeza disso. Como isso podia estar acontecendo. Não era possível.
Ele pede o endereço do hospital e sai em disparada. Sua vontade era chegar lá e ver que foi tudo um mal entendido. Que não era ela.
Seus pensamentos estavam confusos, mas mesmo assim foi até o hospital. O horário de visitas iniciaria em uma hora. Ele esperaria, tinha que ter certeza que não era ela. Sentou e esperou.
Perguntou por ela na recepção e caminhou até o quarto. Parou na porta, tinha medo de entrar. Entrou com cuidado, estava com medo. Caminhou até a cama, olhou para a mulher que estava deitada. Era ela. Seu amor.
Ele não agüentou, ajoelhou-se e começou a chorar como criança. Ela respirava por aparelhos, e parecia dormir profundamente.
- Me perdoe, me perdoe, eu poderia ter evitado isso. Agora eu estou aqui e nunca mais vou sair do seu lado. Eu te amo a tanto tempo.
Os familiares de Isadora chegaram no quarto e não entendia porque aquele homem estava chorando junto a moça. Ele se apresentou, explicou sua ida até o local e pediu permissão para acompanhar a evolução da moça.
De inicio a família já deixara claro que o quadro de saúde de Isadora era extremamente grave, achou estranho mas que não se opunham a presença dele no local. Ele transmitiu segurança, mas a familia não acreditou que o rapaz continuaria a visitá-la.
Estavam enganados, passaram-se meses e ele nunca deixou de ir visitar a moça. Ficou amigo dos pais. Soube que ela havia se desiludido com um ex-noivo e havia se deprimido.
Os meses passaram, e Isadora começava a dar sinais de melhora. Os médicos estavam mais confiantes, porém temiam as sequelas.
Ele não temia, era confiante e tinha certeza da recuperação. Nem ele sabia porque, mas a amava demais, não conseguia mais ficar longe dela. Todos os dias que a visitava, ele levava um livro e lia para ela. Talvez escute, pensava.
Já fazia seis meses que Isadora estava em coma. O Rapaz não deixava de ter seus sonhos com a amada, porém naquela noite ele não sonhou com nada, teve uma noite tranquila, e quando acordou percebeu que tinha dormido pesadamente, sem sonhos.
Era sábado, levantou tomou banho e partiu até o hospital. Ao chegar percebeu um clima diferente, as enfermeiras o olhavam, ele nada entendia. Caminhou em direção ao quarto, de fora ele via muitas pessoas ao redor da cama de Isadora. Seu coração disparou, ele avanço porta adentro e parou. Todos abriram caminho e ele a olhou. Ela o olhou.  Havia saído do coma e só sabia chamar por Roberto.
Ele caminhou até a cama, segurou em suas mãos e chorou.
-Não chore Roberto, você me trouxe de volta. Eu estou aqui e sou sua. Ele a abraçou forte contra o peito. Enfim a tinha nos braços.
Ele acordou, e nesse momento percebeu que fora tudo um sonho. Nada tinha acontecido, não houve tiro, hospital, nada.
Levantou-se apressado e saiu, era a oportunidade que a vida estava lhe dando para ser feliz, e ele não desistiria.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Aventuras no inferno

Por Marcia Eloiza

Tem coisas que fazemos onde a função ou moral da história, chame como quiser, é nos alertar pra nunca mais repetirmos a façanha, uma vez basta, chega, esquece, nunca mais...DEUS ME LIVRE.
Pois é; sempre tive vontade de fazer uma viagem longa de ônibus(burra), e foi o que fiz nessas minhas férias: fui a Foz do Iguaçu(PR) de ônibus. O que eu tinha na cabeça? até agora estou me perguntando isso. Dezoito horas, isso mesmo, dezoito horas de puro desespero.
Nas primeiras horas é só alegria, na terceira hora não aguenta mais conversar, na quinta hora sua coluna está um caco, na ultima e derradeira hora, já está pedindo perdão por todos os pecados que cometeu e que ainda irá cometer no decorrer da sua vida, isso claro, se sobreviver.  

Fico me perguntando, porquê em sã consciência um ser humano(eu) decide se aventurar a pegar um ônibus e viajar dezoito horas de puro desconforto só para realizar um sonho de quando era criança? criança tem sonhos estranhos...espero viver muito pra poder pensar, refletir, raciocinar e pelo menos chegar a uma conclusão, mesmo que seja de pura insanidade. Não tem outra explicação.
Teve suas recompensas: as Cataratas são lindas(fui 2x), o Parque das Aves(que por sinal fede muito) é muito legal, mas prefiro nosso zoológico, tem todos os passaros que lá vi e muito mais, tudo bem valeu, me diverti muito.
Ahhhh e não posso esquecer de dizer que fui também no PARAGUAIII...gente me enganaram legal'; comprei celular com bateria bichada, DVD que não funciona(tá, mas testaram na minha frente), não sei, acho que realmente tenho cara de lesada, não tem outra explicação snif snif

Resumindo: viajei em um ônibus por dezoito horas( não posso esquecer de dizer que foi muiiito desconfortável), passei mal no Pque das Aves( o cheiro era insuportável), fui enganada no Paraguai; mas valeu a pena, descansei pra caramba no hotel; que por sinal era maravilhoso; curti minha irmã(esqueci de dizer que fui viajar com ela) e meus filhos aprenderam a se virar sem mim(essa foi a melhor parte//a vingança nunca é plena, mata a alma e envenena kk)
Voltei feliz mesmo com tudo isso.
Legal né...ano que vem tem mais, só que agora de avião.
PS: esqueci de dizer que minha irmã foi assaltada e levaram a máquina com todas as fotos e filmagens...afff quem precisa disso: as lembranças estão em nossas memória....puxa esqueci que tenho péssima memória.