O belo poema de Fernando Pessoa na divina voz de Maria Bethânia.
Contar o que de extraordinário acontece no cotidiano e que muitas vezes são passadas despercebidas. Toda a narrativa é uma construção da realidade. Então vamos narrar histórias, discutir, dialogar, apontar soluções, pontos de vista, ideias e opiniões.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Um sonho
Era década de 40, o rapaz tinha apenas dezesseis anos e viu um de seus melhores amigos partindo da Bahia para São Paulo em busca de uma vida melhor. Logo imaginou viajando também, conhecendo a tão sonhada cidade grande, que tantos de seus conterrâneos já desbravaram, porém ainda era menor de idade e sua mãe não deixaria se arriscar tanto. Era o caçula e único filho homem entre as três irmãs.
Após dois meses da partida do amigo, eis que ele retorna para a pequena cidade do interior baiano. Não aguentou o trabalho duro em São Paulo, muito menos a falta das festas, diversão e amizades que só a sua cidade lhe propiciava.
Ao ver o amigo retornar tão rápido, o jovem não acreditou e disse que assim que tivesse oportunidade não faria igual, partiria e ficaria trabalhando, lá ele poderia ganhar dinheiro e ter uma vida melhor, sonhava. O recém chegado, por sua vez, duvidava dos propósitos do jovem sonhador e isso lhe desafiava dando a ele mais vontade de ir embora.
Dois anos se passaram, agora com dezoito anos ninguém lhe seguraria, porém ainda tinha um empecilho; a não ser a falta de dinheiro, mas que ele logo resolveu ao solicitar um empréstimo de quatro mil réis com seu padrinho a custo de devolver seis mil quando retornasse.
Sua mãe quando soube de seus propósitos, correu para tentar desfazer o empréstimo, porém não conseguiu, o dinheiro já estava com o filho, afinal ele era maior de idade. Angustiada como os possíveis sofrimentos que o filho poderia ter em São Paulo, a desesperada mãe fez a última coisa que estava nas suas condições passando um cadeado na mala que era usada como guarda-roupa. No entanto, mais uma vez isso não foi suficiente para tirar o filho de seus propósitos.
O rapaz aproveitou que a mãe tinha saído para a feira, pegou a mala e fugiu em disparada para o centro. Colocou a pequena mala no chão e sentou na calçada e ficou esperando o caminhão que levaria ele e muitos outros para a tão sonhada vida na cidade. O sonho estava quase se realizando e ele não via a hora de partir.
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| Imagem google |
Continuarei a história nas próximas postagens
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Invisiveis
Na minha última postagem, recebi um comentário de uma amiga sobre uma situação que ela presenciou e me lembrei que havia começado escrever a respeito de pessoas que estão em nosso cotidiano e que, muitas vezes, são como invisíveis para nós, verdade que só tinha escrito três linhas, mas ela (minha amiga) me inspirou a continuar esse post.
Diariamente passamos por eles, sabemos que eles estão lá, olhamos mais não os enxergamos. É o tio que vende bala na rua, o garçom do restaurante, o varredor que limpa as ruas por onde passamos, as tias da limpeza que trabalham conosco.
Nossos olhos estão acostumados a não os enxergar. Quer ver só? Você já deu um bom dia para aquela senhora que todo o dia procura no lixo latinhas e garrafas para a reciclagem, ou ao coletor, que duas ou três vezes por semana pega o seu lixo, ou mesmo ao porteiro do prédio onde trabalha?
Eles estão sempre ali, fazendo o seu trabalho e tornando a nossa vida mais cômoda. Que tal hoje, fazermos um gesto de cordialidade, que não faz mal a ninguém e é sempre bem vindo?
Vamos esquecer um pouco da rotina estressante que levamos, do caos do transporte público, e daquele chefe que só pensa nos números. Cumprimente a tia da limpeza do escritório. Deseje um bom dia para o varredor de rua. Quando comprar aquela balinha do tio da esquina olhe-o nos olhos e lhe deseje um bom trabalho. São esses pequenos gestos que pode transformar um dia qualquer em um, BOM DIA.
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