quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Resenha- Admirável Mundo Novo

Ao ler a obra de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo, percebemos que estamos abarrotados de signos futurísticos da era digital, motivo pelo qual não nos surpreendamos com o contexto apresentado. Porém, o que é mais interessante, é  imaginar as reações das pessoas que leram esta obra no período em que foi escrito, onde questões como clonagem estava distante de suas realidades.

Huxley publicou mais de uma dezena de livros, mas foi como Admirável Mundo Novo, que conseguiu seu maior reconhecimento. O livro escrito em 1932 faz uma repreensão aos aspectos desumanizadores do “progresso cientifico e material”.
Existe na publicação uma critica em particular ao modelo adotado por Henry Ford, fundador da Ford Motor Company e o primeiro empresário a aplicar a linha de montagem na produção de automóveis em massa. Ford acreditava no consumismo uma chave para a estabilidade, isso é apontado diversas vezes no livro. “Mas vale dar fim que consertar; mais vale dar fim...”.

A obra expõe um modelo de sociedade onde não existe família, democracia, cristianismo, monogamia, arte, liberdade, opressão, ou tudo aquilo, que segundo o livro, são fatores para instabilidade social.
Cabe ao Estado gerar e cuidar dos seus membros, que são feitos através de fabricas de fecundação em que todos já saem com funções pré-definidas por castas: Alfas, Betas, Gamas, Ipsilons, entre outras.


Nessa sociedade as crianças são submetidas deste cedo a condicionamentos hipnopédicos, como são chamadas as informações recebidas através de alto-falantes durante o sono. “As crianças Deltas se vestem de cáqui... As crianças Alfas vestem roupas cinzentas. Elas trabalham mais do que nós porque são formidavelmente inteligentes”.
Ficar sozinho é algo inaceitável, o condicionamento é criado de tal maneira que as pessoas queiram conviver sempre em sociedade: “Ser feliz é estar junto, tudo se faz para o bem da sociedade”.
Essa convivência se aprende desde cedo por meio de jogos sexuais em crianças, para que assim se tornem adultos promíscuos. O que é um valor indispensável para o ambiente coletivo.

A estabilidade começa a ser alterada quando Hemholtz Watson, professor do Colégio de Engenharia Emocional, e Bernard Marx, Especialista do Gabinete de psicologia, começam a destoar o padrão de comportamento estabelecido.
Bernard porque nasceu fisicamente menor quando todos eram condicionados a associarem a massa corporal com a superioridade social. E Helmholtz que ao contrario do amigo, era alto e forte, e o melhor em tudo o que fazia. No entanto em uma sociedade que estimula a padronização, ser diferente, independente se for para melhor ou pior, não é aceito com bons olhos.

O livro começa romancear quase em sua metade, quando os personagens Bernard e Lenina, resolvem viajar para a terra dos selvagens – analogia a uma sociedade atrasada-, e conhece John, um jovem “selvagem” diferente dos índios que lá habitam. John é filho de Linda, uma mulher que anos antes se perdeu durante uma viagem a aquele país.

O jovem se apaixona pela bela Lenina, que retribui o sentimento com desejo sexual. Porém totalmente influenciado pelos livros de Shakespeare, que encontrou ainda criança, ele quer viver uma história de amor como as do livro. Caso impensado naquela sociedade, onde a monogamia é uma infâmia.

John vai começar por em cheque as grandes verdades deste mundo novo, onde as pessoas desconhecem as doenças, solidão, rancor, a traição e estão satisfeitas com a vida acomodada que levam: “Pois se por algum acaso infeliz, ocorrer de um modo ou de outro qualquer coisa desagradável, bem, então há o soma” - droga legalizada que causa uma fuga da realidade.

A linguagem da obra é estabelecida por um hibrido entre cientifico e poético, usando por vezes frases tiradas de romances de Shakespere e outros autores.
Um livro que vale a pena ser lido por jovens e adultos em geral, pois expõe questões que nos fazem pensar se no futuro teremos mesmo um mundo admirável ou seremos apenas “marionetes” nas mãos dos que comandam a sociedade.

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Momento único

Estou vivendo um momento maravilhoso, vou ser pai novamente. É um sentimento estranho pra mim que ja tenho o Vinícius com nove anos, as vezes penso: Será que terei tanto amor para dar para mais alguém? Ai vem o bebê e começa a mexer na barriga da mãe, que coisa maravilhosa. Ela nem nasceu e eu ja a amo tanto.
Acho incrivel essa capacidade que temos de amar um ser tão pequeno, e que faz parte de você. Luisa papai te ama muito.